"Brinquedos para Esquecer ou Práticas de Levante"
A segunda parte é uma dança de pequenos bonecos – souvenirs/lembranças – que localizam e revelam os poderes que violam, colonizam e domesticam a vida cotidiana: a Religião, o Estado, o Capital, a Ciência e os cartéis da Mídia. Ao mesmo tempo em que esses poderes perversos são visibilizados - pela narrativa e pela cartografia espacial - movimentos de resistência, lutas populares e forças de subversão são revelados.
Na terceira parte, saímos da dimensão global instaurada pelos bonecos e direcionamos o olhar para um ponto de fuga formado pelo corpo-mulher nu. Esgotado como espetáculo, o corpo nu não cessa de carregar em si as forças paradoxais do movimento e da paralisação, da permanência e do aniquilamento, da memória e do esquecimento. O corpo em sua potência e precariedade.
Vídeo: Nina La Croix
10 de novembro
Convidado para O Seminário Internacional Trans-In-Corporados, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro- Brasil

17 de novembro
Mostra 69 #4. Casa Temporariamente sem Nome. Rio de Janeiro- Brasil

3 de dezembro
Convidado para a Abertura Casa Territórios. Rio de Janeiro- Brasil
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Na segunda, uma coreografia de pequenos brinquedos – miniaturas/souvenirs – localiza e revela os poderes que violam, colonizam e domesticam a vida cotidiana, entre eles, a Religião, o Estado, o Capital, a Ciência, o Patriarcado e as Mídias. Em contraponto, pelo mesmo mecanismo coreográfico, vão sendo revelados e visibilizados movimentos de resistência, lutas populares, líderes ativistas dos direitos humanos e forças de subversão em oposição às tiranias.
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Na terceira parte, saímos da dimensão da história global e direcionamos o olhar para um ponto de fuga formado pelo corpo-mulher nu. Esgotado como espetáculo, o corpo da mulher nu não cessa de carregar em si as tensões presentes nas forças paradoxais: movimento e paralisação, perenidade e efemeridade, censura e liberdade, potência e precariedade e, por fim, memória e esquecimento.
A urgência e força de Lidia Larangeira, em Brinquedos para esquecer ou práticas de levante, performam uma dança de ativar memórias e de fazer reviver o que jamais deveria ser esquecido.



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Utilizando elementos diversos como gestos de guerra, roupas oferecidas pelo público, verbo, manipulação de brinquedos e o corpo de mulher nu, a performance atravessa intensidades, materialidades e cria narrativas que vão lembrando os rastros que insistem em ser (violentamente) apagados - seja pela repressão, pelo esquecimento, pela amnésia, pelo recalque, pela fantasmagoria, pela cegueira, pela captura ou pelo esgotamento - mas que não podem, por um imperativo político, jamais, ser esquecidas.
ações
núcleo convida
ocupações
afetivas
Solo de dança de Lidia Larangeira (RJ), em parceria com o dramaturgista Sérgio Andrade (RJ), é um tríptico de partes independentes que compõe, juntas uma
Na primeira parte do tríptico cria-se uma dança em torno das possibilidades de ação envolvidas na palavra “levante”: revolução, insurreição, levantamento, motim, levantar, ficar em pé, sublevação, saída da inércia. A força do chão é evidenciada pelo deslocamento no nível baixo-plano horizontal, evocada nos gestos de uma dança que é criada a partir de movimentos de guerra: rastejar, entrincheirar, alvejar, cair.
deslize para o lado
30 de abril
Mostra Esforços #1, Olho da Rua, Rio de Janeiro - Brasil.

2 de julho
Partilha do processo de criação no Festival Pedras’16 Casa Connosco, Lisboa- Portugal.

10 de agosto
World Dance Alliance Americas, Cholula - México.

2016

2017

2018

1 de agosto
COART/UERJ. Rio de Janeiro - Brasil.

18 de agosto
Centro Municipal Hélio Oiticica CMHO, Curadoria do grupo de pesquisa De/Sobre/Feitas por Mulheres, Rio de Janeiro - Brasil.

27 de outubro
Ocupação Dança Viral. Teatro da Funarte Cacilda Becker, Rio de Janeiro - Brasil.

29 de novembro
Convidado do Evento De Fora Pra Dentro, De Dentro Pra Fora, organizado pelo Curso de Psicologia da UFF, Campus Gragoatá, Niterói -Brasil.

8 de dezembro - Mostra Caixote, Curadoria de Laura Samy - Escola de Cinema Darcy Ribeiro, Rio de Janeiro - Brasil.
Mostra 69, Rio de Janeiro
Vídeo: Sérgio Andrade
Brinquedos para Esquecer ou práticas de levante - 2017
Brinquedos para Esquecer ou práticas de levante - 2015
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Brinquedos para Esquecer ou práticas de levante - 2018
Concepção, Performance:

Lidia Larangeira



Dramaturgista e operação de luz:

Sérgio Andrade


Fotografia:

Nina La Croix



Desenho:

Laura Lydia


Desenho de Luz:

Tonlin Cheng



Design Gráfico:

Raquel Oliveira
UERJ, Rio de Janeiro
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É artista e pesquisadora da dança e performance formada pela UNICAMP. Professora do Departamento de Arte Coporal, dos cursos de graduação em dança da UFRJ, onde coordena o Núcleo de Pesquisa, Estudos e Encontros em Dança - onucleo, com o projeto “Cartografias do corpo na Cidade”, com residência artística no c.e.m.- Lisboa 2016 (www.onucleo.art). É mestre em Ciência da Arte pela UFF e doutoranda em Artes na UERJ. Trabalhou como bailarina criadora com coreógrafos como Holly Cavrell (prêmio caravana Funarte 2003), Lara Rodrigues (Prêmio moinho Santista) e Dani Calichio, Regina Miranda, Andrea Jabor (Prêmio Klauss Viana 2006) Luis Mendonça e Lia Rodrigues (Rio de Janeiro). Com a Lia Rodrigues Cia de Danças criou os trabalhos Pororoca (2009) e Piracema (2011), excursionando em turnês no Brasil, Espanha, França, Canadá, Áustria, Alemanha, Holanda e Suíça. Com a última coreógrafa, colaborou para a criação da Escola Livre de Danças da Maré, como coordenadora pedagógica no projeto de formação intensiva em dança para adolescentes da região, Núcleo 2, de 2009 a 2012. Atualmente desenvolve seu próprio trabalho em dança com a performance “Brinquedos para esquecer ou práticas de levante”, apresentada no Brasil, em Portugal e no México desde 2016. É pesquisadora integrante do CorporeilabS: Laboratório de Subjetividade e Corporeidade(UFF, FAV, UFC, UFRJ) e do Laboratório de Crítica (LabCrítica), projeto de pesquisa e extensão que atravessa circuitos culturais locais e relaciona diversos projetos entre a universidade, a cidade e redes internacionais de pesquisa.
FICHA TÉCNICA:
EQUIPE PRINCIPAL - BIOS
Lidia
Larangeira
Sergio
Andrade
É artista e pesquisador de dança, performance e filosofia, Professor do Departamento de Arte Corporal e do Programa de Pós-Graduação em Dança - Mestrado em Dança da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na UFRJ, em 2012, fundou o Laboratório de Crítica (LabCrítica) – projeto de pesquisa e extensão que atravessa circuitos culturais locais e relaciona diversos projetos entre a universidade, a cidade e redes internacionais de pesquisa
É Doutor e Mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Mestre em Artes Cênicas e Licenciado em Dança pela Universidade Federal da Bahia. Em 2008, foi artista residente da fundação Lugar a Dudas (Cali, Colômbia). Em 2014 -2015, foi visiting scholar do Hemispheric Institute of Performance and Politics e do Department of Performance Studies, New York University (Nova York, EUA). Desde 2017 é membro do Conselho do Hemispheric Institute. Co-editou, em 2017, o livro "Performar Debates" reunindo cinco anos de produção de textos críticos do LabCrítica e ensaios inéditos sobre crítica, curadoria e dramaturgia em dança e performance. Seus últimos trabalhos artísticos são: PEBA (Prêmios: Klauss Vianna 2015; Janeiro de Grandes Espetáculos 2016); Quem é o Mestre? (Funcultura 2018/ 2019); Brinquedos para esquecer ou prática de levante. É idealizador e curador do seminário internacional Trans-In-Corporados: construindo redes para a internacionalização da pesquisa em dança, realizado no Museu de Arte do Rio, em 2017 e 2018.

[www.labcritica.com.br]
HISTÓRICO DO TRABALHO:
"Há uma certa agonia entre o contraste do seu corpo semi despido e a chuva de roupas. Me passa um pouco de desespero."
(Mostra Caixote)
regimes de soberania que investem em capturar, invisibilizar e esgotar a potência das vidas minoritárias
e dissidentes.
dança/convocação contra a brutalidade dos
"As partes mais violentas representadas por aqueles brinquedos, parecia um exercício antroposófico macabro."
(Mostra Caixote)